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Lições de grandes empresas para uma gestão de risco escalável

Oct 14, 2026, 6:21:05 PM · 7 min de leitura · Laura Levy
<span id="hs_cos_wrapper_name" class="hs_cos_wrapper hs_cos_wrapper_meta_field hs_cos_wrapper_type_text" style="" data-hs-cos-general-type="meta_field" data-hs-cos-type="text" >Lições de grandes empresas para uma gestão de risco escalável</span>

A reputação de uma grande empresa raramente é ameaçada por um evento imprevisível. A vulnerabilidade corporativa costuma se acumular nas brechas de análises manuais, na dispersão de dados e na dificuldade de acompanhar o ritmo dos riscos. Em ecossistemas complexos, com milhares de fornecedores, franquias e parceiros, depender de checagens pontuais se tornou uma exposição perigosa.

Três fatores atuam como os principais direcionadores para a contratação de plataformas inteligentes de governança: o alto risco reputacional e regulatório, o volume massivo de terceiros e a necessidade contínua de mitigar fraudes. Diante desse cenário, consultas manuais e dossiês fragmentados geram pontos cegos.

Para entender como grandes corporações respondem a esses desafios, a VAAS reuniu a visão de executivos da MadeiraMadeira, Natura e Andrade Gutierrez S.A., além da análise da advogada e especialista em GRC (Governance, Risk and Compliance) Cecilia Carmona. A experiência dessas lideranças mostra como a tecnologia aplicada à due diligence se tornou o pilar central para garantir segurança, agilidade e crescimento sustentável.


Análise multidimensional: como a MadeiraMadeira blindou a gestão de terceiros


No ambiente corporativo, a checagem cadastral básica de dados deixou de ser suficiente. A verdadeira gestão de riscos com prestadores de serviços e parceiros exige uma análise multidimensional, capaz de cruzar registros judiciais, histórico reputacional e mídias negativas em tempo real. Sem essa profundidade, as companhias correm o risco de aprovar parcerias que trazem passivos jurídicos e manchas à imagem da marca antes mesmo da assinatura do contrato.

 A complexidade das operações e o cuidado com a imagem corporativa exigem ferramentas capazes de entregar análises profundas e rastreáveis. Na MadeiraMadeira, referência em e-commerce e varejo, a evolução da governança passou pela busca por uma plataforma preparada para lidar com múltiplos critérios de risco e acompanhar a escala do negócio.

Luiz Pizatto, Gerente Jurídico e Compliance na MadeiraMadeira, destaca como a parceria reestruturou a gestão de terceiros da empresa: 

“A implementação da VAAS na MadeiraMadeira foi um marco importante na evolução do nosso processo de due diligence e monitoramento de parceiros. Saímos de uma ferramenta que já não atendia à complexidade da nossa operação para uma solução mais robusta, capaz de centralizar análises, ampliar os critérios de risco e dar mais segurança às tomadas de decisão. Hoje, contamos com um processo muito mais estruturado, rastreável e escalável, que fortalece nosso programa de Compliance e Gestão de Terceiros. Mais do que uma troca de ferramenta, a VAAS se tornou uma parceira na construção de um processo de due diligence mais eficiente, confiável e preparado para acompanhar o crescimento da MadeiraMadeira”.

 A centralização da inteligência também eliminou buscas manuais e trouxe clareza no acompanhamento de mídias negativas e processos. Caroline Lima, Analista de Compliance na MadeiraMadeira, ressalta o impacto prático no dia a dia do time: 

“A VAAS foi a melhor escolha porque ela somou. Fazíamos muitas consultas manuais, precisávamos, às vezes, buscar informações além daquilo que o sistema anteriormente nos trazia. Hoje, com a VAAS, não. Está bem centralizado, tudo o que eu necessito para fazer todos os processos eu tenho à disposição. Tem dois pontos que são bem específicos e importantes relacionados a informações: o retorno de mídias negativas e também a questão de informações de processos judiciais. Tem um nível de detalhe que é o suficiente para nós hoje, e também a possibilidade de, por exemplo, alterar regras e buscar um novo dado. Eu acho que isso é muito positivo, bem como a questão do próprio dossiê. A gente não tinha um dossiê como temos hoje, agora conseguimos centralizar tudo em um único sistema. Qualquer consulta que eu já fiz vai estar lá, fica muito mais fácil e prático”.



Natura: o desafio de expandir due diligences para franquias sem travar a operação


Outro grande direcionador estratégico é o desafio do volume. Quando a operação abrange redes extensas, o objetivo é aplicar uma due diligence rigorosa sem criar fricção que trave as oportunidades de negócio.

À medida que negócios se expandem, a gestão de riscos de terceiros passa a enfrentar o rigor das legislações anticorrupção e a realidade da responsabilidade solidária – em que falhas éticas de franqueados ou parceiros impactam diretamente a imagem e o caixa da matriz. O grande desafio dessa esteira é a fricção operacional: processos de checagem manuais dificultam o onboarding e represam o crescimento. Para escalar com segurança, a esteira de due diligence precisa automatizar critérios complexos e liberar acessos com agilidade.

 Na Natura, o projeto exigia atender a múltiplos públicos e integrar a análise ao fluxo operacional. Loreni Bernardino, especialista em Due Diligence na Natura, compartilha como a automação viabilizou esse avanço: 

“Nosso desafio era expandir as due diligences para toda a rede de franquias sem travar a operação. A VAAS não chegou com uma solução pronta, chegou para entender o nosso processo, e foi aí que identificamos a integração real com os nossos sistemas internos, essencial para atender os múltiplos públicos do nosso projeto de Due Diligence 360. Com o fluxo automatizado, a liberação de green flags ganhou velocidade e consistência”.


Andrade Gutierrez: confiabilidade de dados e suporte consultivo garantem o padrão do compliance


Em setores de infraestrutura, engenharia e grandes projetos, a gestão de compliance opera sob escrutínio máximo. Quando o que está em jogo são contratos que envolvem cadeias complexas de subcontratação e valores expressivos, a aprovação de um parceiro exige 100% de precisão. Informações fragmentadas ou bases desatualizadas geram dois gargalos: a aprovação inadvertida de terceiros de alto risco ou o bloqueio indevido de operações legítimas por falsos positivos.

Para companhias desse porte, a confiança na automação não depende apenas da velocidade de varredura, mas da certeza de que os dados consultados são íntegros, auditáveis e atualizados em tempo real. Além disso, quando surgem cenários atípicos na esteira de análise, a agilidade do suporte técnico torna-se vital para não paralisar a tomada de decisão.

Na Andrade Gutierrez, a estruturação da due diligence priorizou justamente a combinação entre inteligência de dados de alta confiabilidade e uma parceria próxima no dia a dia operacional.

Marília Viana, Superintendente de Compliance na Andrade Gutierrez, enfatiza como a precisão das informações e a disponibilidade da equipe fazem a diferença na rotina da área: 

“Temos uma ótima experiência com a VAAS. Escolhemos a plataforma principalmente por aplicar tecnologia a uma base de dados íntegra e completa. Além disso, o atendimento é muito rápido, todos são extremamente disponíveis”.

Essa aliança entre tecnologia analítica rigorosa e suporte consultivo ágil garante que a esteira de governança da companhia mantenha seu alto padrão de conformidade, fundamentando cada decisão com segurança jurídica e eficiência.


Governança estratégica: transformando gestão de riscos em arquitetura de decisão


A maturidade desses cases evidencia uma transformação mais profunda no mercado: a migração de um compliance reativo para uma governança contínua e estratégica. Em ambientes corporativos, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de checagem para se tornar a base que sustentará a escalabilidade com responsabilidade.

Cecilia Carmona, advogada e especialista com mais de duas décadas de experiência em GRC, sintetiza o impacto dessa mudança nas organizações: 

“Em 25 anos de jornada na análise de risco, uma coisa nunca mudou. O gargalo raramente é a falta de informação, é o tempo de análise e a lacuna entre a pergunta e a resposta. Governança é uma verdadeira arquitetura de decisão. Quando usamos a tecnologia para automatizar o trabalho braçal e criar rastreabilidade, saímos da fotografia pontual para enxergar o filme completo do risco. A inteligência artificial e os motores automatizados ampliam a nossa capacidade de monitoramento, mas o critério e a responsabilidade final continuam sendo essencialmente humanos. Automação bem desenhada é o que permite às lideranças expandirem com velocidade sem perder o controle da governança. Simples e desafiador assim”.



Grandes corporações contam com a VAAS para proteger suas operações

As experiências da MadeiraMadeira, Natura e Andrade Gutierrez demonstram que os principais motores de risco corporativo (volume massivo de parceiros, ameaças reputacionais ou exigências de conformidade) não precisam ser entraves ao crescimento.

A tecnologia da VAAS reúne inteligência, automação e flexibilidade para transformar a due diligence em um diferencial competitivo. Ao unificar dados íntegros, monitoramento e fluxos automatizados, a plataforma elimina pontos cegos e entrega a velocidade que a alta gestão exige. Afinal, a gestão de risco ideal não desacelera a empresa: ela constrói a base sólida para a sua expansão sustentável.


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